domingo, 26 de maio de 2013

Resumão: Transformação do Alimento em Qi 氣

É muito importante que em nossa dieta alimentar estejam inseridos alimentos de qualidade pois estes alimentos serão transformados em Qi 氣. O Qi 氣 se manifesta de diferentes maneiras no organismo, sendo conhecido principalmente como "energia vital" e "força vital", apresentando diversas funções dentre elas: transporte, transformação, manutenção, ascendência, proteção e aquecimento.
Sendo assim, podemos considerar que ele é a base para todos os fenômenos do Universo.
No post de hoje, veremos vários tipos de transformações de  Qi 氣, pensando em descomplicar um pouco deixarei aqui um breve dicionário de alguns tipos de  Qi 氣 utilizados: 
1. Da Qi - é o Qi dos Pulmões extraído do ar que respiramos;
2.Gu Qi-  é o Qi dos alimentos, transformado e transportado pelo Baço;
3.Zong Qi- é o Qi Torácico resultado da junção do DaQi com GuQi;
4.Zhen Qi- é o Qi correto resultado da junção do Zong Qi com o Yuan Qi;
5.Yuan Qi- é o Qi original, é a essência (Jing) sob a forma de Qi;
6.Ying Qi- é o Qi nutritivo, encontrado predominantemente no interior do organismo;
7.Wey Qi- é o Qi defensivo, encontrado predominantemente no exterior do organismo com a função de proteger e aquecer o corpo.
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A transformação do alimento em  Qi 氣 ocorre da seguinte forma:

O alimento penetra no Estômago (primeira purificação de Qi). O Qi puro vai para o Baço e o impuro vai para o Intestino Delgado. Este (ID) por sua vez, faz a segunda purificação de Qi. O Qi puro vai para a Bexiga e o impuro para o Intestino Grosso, neste momento acontecerá a terceira purificação do Qi no qual o Qi puro segue para a Pele e o impuro será descartado sob a forma de Fezes. Na Bexiga acontecerá a quarta purificação, onde o Qi puro vai para os Rins e o Impuro é descartado sob forma de Urina.

O ar penetra no Pulmão (DaQi/Kong Qi) e o Pulmão faz a transformação do Qi tornando o em Wei Qi. O Qi recebido pelo Baço através da purificação do Qi feita pelo Estômago é transformado de Guqi (Qi do Alimento) para Ying Qi (Qi Nutritivo). O Qi do Baço transformado (GuQi) ascende para o Tórax e encontra o Qi do Pulmão transformado (DaQi) e forma o Qi Torácico (Zong Qi).
O Pulmão descende e dispersa seu Qi para o espaço entre a pele e os músculos (espaço Couli) enviando o seu Qi para os Rins. O aspecto Yang dos Rins recepciona o Qi enviado do Pulmão vaporizando-o sob forma de fina névoa e retornando em ascendência para o Pulmão. Assim como ascende o Qi original (Yuan Qi) sendo recebido pelo Tórax se unindo ao Zong Qi e formando o Zhen Qi (Qi Correto) assim como é recepcionado pelo Coração em conjunto com o Qi do Baço formando Sangue. O Coração com o suporte do Qi do Pulmão dispersa Sangue para todo o Corpo.
O Pulmão também descende o seu Qi para o IG (seu acoplado) facilitando a descendência do Qi do IG (movimentos peristálticos).
O Fígado também recepciona o Qi do Pulmão promovendo o livre fluxo do seu Qi em todas as direções com predominância em ascendência.

Com isso observamos de acordo com o movimento de subida e descida do Qi : que o Baço -Pâncreas, o Rim, o Fígado  ascendem o seu Qi e  o Coração e o Pulmão Descendem o seu Qi.


Resumo de aula- ABACO -RJ

terça-feira, 21 de maio de 2013

Os 5 elementos/ 5 movimentos : Wu Xing

Grandes construções carecem de bases fortes e consistentes. Na Medicina Tradicional Chinesa (MTC) isso também ocorre, pois a base é constituída pelas teorias Yin-Yang, 5 Elementos e Meridianos e Ramificações Jing Luo. Não se pode pular nenhuma destas etapas, fórmulas prontas não existem, pois cada Ser Humano tem uma constituição própria, ninguém é igual. Sendo assim, para que possamos construir a base de nosso grande Templo daremos início a mais um assunto essencial: os 5 ELEMENTOS.
Eles originaram-se aproximadamente ao mesmo tempo em que a Teoria Yin Yang (Dinastia Zhou 1000-770 a.C) e representaram uma mudança significativa na medicina, uma vez que a doença deixou de ser vista como sendo causada por espíritos perversos e sim sendo causada pelo estilo de vida.
Os 5 Elementos (Fogo, Terra, Metal, Água e Madeira) quando em harmonia realizam a manutenção da Vida. São definidos pela relação entre natureza e corpo humano, ou seja, fatores climáticos, sons, cheiros, emoções e sabores interagindo com órgãos internos e tecidos. 
Figura 1- Os 5 Elementos

A Teoria dos 5 Elementos explica não somente as relações fisiológicas recíprocas que existem entre órgãos, mas também as influências dos órgãos entre eles nas situações patológicas. As situações fisiológicas são: Cosmológica, Geração e Domínio/Controle e as patológicas são: Super-geração, Super-dominância e Contra-dominância.
O entendimento por completo da teoria dos 5 Elementos irá te favorecer durante a realização de uma excelente avaliação e será uma ótima ferramenta para diagnóstico em MTC associado a outras avaliações como por exemplo a inspeção de língua e pulso.
Cada elemento é representado por uma cor, um par Zang Fu (Órgão-Víscera), um sabor, uma direção, uma emoção, um clima, um estágio de desenvolvimento, um órgão do sentido, um tipo de tecido, um som e muitas outras coisas que compõem a natureza, a relação entre eles busca, principalmente, o equilíbrio entre homem-natureza, tendo como resultado a saúde plena, o equilíbrio Yin-Yang.

Exemplos:


Madeira
Fogo
Terra
Metal
Água
Estações
Primavera
Verão
Nenhuma
Outono
Inverno
Direções
Leste
Sul
Centro
Oeste
Norte
Sabores
Azedo
Amargo
Doce
Picante
Salgado
Cores
Verde
Vermelho
Amarelo
Branco
Preto
Climas
Vento
Calor
Umidade
Secura
Frio
Estágios de desenvolvimento
Nascimento
Crescimento
Transformação
Colheita
Estoque
Yin-Yang
Yang mínimo
Yang máximo
Centro
Yin mínimo
Yin máximo
Órgãos Yin
Fígado
Coração
Baço
Pulmão
Rim
Órgãos Yang
Vesícula Biliar
Intestino Delgado
Estômago
Intestino Grosso
Bexiga
Órgãos dos Sentidos
Olhos
Língua
Boca
Nariz
Ouvidos
Tecidos
Tendões
Vasos
Músculos
Pele
Ossos
Emoções
Fúria
Alegria
Pensamento
Tristeza
Medo
Sons
Grito
Riso
Canto
Choro
Gemido  


Tabela 1- Algumas correspondências dos 5 Elementos


Os 5 Elementos na Fisiologia: Sequências Cosmológica, de Geração e de Controle (domínio) 

 "Elas provêm do modelo básico das relações fisiológicas entre os órgãos internos"

Sequência Cosmológica: (Transição) : esta sequência demonstra que a passagem de um Elemento para o  outro requer antes que se passe pelo Elemento Terra. Ou seja, Madeira tem sua transição em Terra e Terra se Transforma em Fogo, isso acontece durante todo o ciclo e com todos os elementos.


Figura 2- Sequência Cosmológica

Sequência de Geração: Fogo gera Terra que gera Metal que gera Água que gera Madeira que gera Fogo.
Quem Gera é Mãe e quem é gerado é Filho, ou seja, Fogo(Coração) é mãe de Terra(Baço) e filho da Madeira (Fígado).
Figura 3- Sequência de Geração


Sequência de controle (domínio) : Cada órgão exerce controle sobre o outro com intuito de manter equilíbio entre eles.
Figura 4- Ciclo de Dominância

Como podemos visualizar na figura acima, Fígado(Madeira) controla Baço (Terra), Coração (Fogo) controla Pulmão (Metal), Baço (Terra) controla Rim (Água), Pulmão(Metal) controla Fígado (Madeira) e Rim(Água) controla Coração( Fogo).   


Inter- relação entre as sequências de geração e controle: Fígado (Madeira) domina Baço (Terra), mas Terra (Baço) gera Metal ( Pulmão) e Pulmão (Metal) é quem domina Fígado (Madeira) .

Os Cinco Elementos na Patologia: Super-geração (o elemento mãe em excesso pode transmitir (super-gerar) este excesso para o elemento filho) ,  Super-dominância (O Elemento super-dominado sempre estará deficiente) e Contra- Dominância (o Elemento contra-dominado TENDERÁ a deficiência)

a) Super-geração:
Figura 5- Sequência de Super-Geração

b)Super-dominância: ex.: Madeira em excesso pode invadir Terra que por estar muito DEFICIENTE será super dominada por madeira

Figura 6- Sequência de Super- Dominância

c) Contra-dominância: Ex.: Água deficiente irá falhar na dominância do Fogo que vai se alastrando até ficar em EXCESSO, gerando mudança na dominância.

Figura 7- Sequência de Contra-Dominância

Sendo assim a utilização da Teoria dos 5 elementos se faz presente na elaboração de um diagnóstico eficiente e satisfatório, portanto é necessário que sejam entendidos os ciclos supra citados assim como todas as relações destes elementos com a natureza.

Este pequeno resumo foi baseado no livro: Fundamentos da Medicina Chinesa de Giovanni Maciocia.



segunda-feira, 18 de março de 2013

Alimentação e a Medicina Tradicional Chinesa

Este é um momento delicioso em nosso blog... iniciaremos nossa caminhada de conhecimento no mundo dos alimentos em uma visão Oriental.  O nosso objetivo será te ajudar a se alimentar de maneira mais consciente e mais saudável.

A cultura Oriental é milenar e tem por base a observação e a busca pelo equilíbrio entre Yin-Yang. Sendo assim, há muito tempo os chineses observaram que mudanças de clima e alimentação afetam os nossos órgãos internos de maneiras específicas.
A teoria dos 5 elementos retrata bem este link que existe entre as estações e os órgãos:

PRIMAVERA
Fígado – Vesícula Biliar
VERÃO
Coração – Intestino Delgado
FINAL DO VERÃO
Baço-Pâncreas – Estômago
OUTONO
Pulmões - Intestino Grosso
INVERNO
Rins – Bexiga

A partir deste princípio podemos entender que para cada estação, determinados alimentos irão estimular o Qi (força vital) a fluir através de órgãos (Zang Fu).

Este ciclo se repete todo ano e é por isso que nosso corpo tem a necessidade de receber alimentos diferentes e que estimulem o órgão em maior exposição, de acordo com a estação. Mesmo fora da estação esses alimentos tem poder curativo sobre órgãos sobrecarregados. Quando não nutrimos tal órgão, sofremos com baixa de imunidade, desânimo, falta de concentração, falta de disposição, sono não reparador e por aí vai. 

Para exemplificar, temos os rins (de acordo com a tabela acima, é mais afetado no frio do inverno) que podem ser fortalecidos com a ingestão de feijão azuki.

Para saber melhor se a sua alimentação está te deixando em equilíbrio, observe as suas mudanças de humor, se apresenta vigor, fraqueza, lentidão, tontura... qualquer tipo de mudança no seu dia a dia pode ser um indício de que sua alimentação não está suprindo o que é realmente necessário para seus órgãos. 

Reuniremos em nossas postagens receitas para cada estação, alimentos que irão fazer toda a diferença no seu dia, melhorando seu rendimento. E como a próxima estação será o Outono deixaremos aqui uma receita maravilhosa para te fazer sentir satisfeito.

Feijoada Vegetariana: Refeição do Outono



Ingredientes 

1 xícara e meia de feijão preto
2 cenouras pequenas, picadas em rodelas grandes
1 batata baroa, picada em fatias diagonais grossas
250 gramas de Tofu, em cubos
1 beterraba pequena, picada em palitos
1 raiz de lótus, em cubos
2 dentes de alho
2 folhas de louro
1 colher de sopa de óleo de canola
1 colher de sopa de shoyu
1 colher de chá de sal marinho

Modo de Preparo

Coloque o feijão de molho por mais ou menos 6 horas. Lave-o e cozinhe-o na pressão por 25 minutos com louro. 
Enquanto o feijão cozinha, pique os vegetais, tempere-os com óleo e o sal e coloque-os numa assadeira em uma camada apenas. Numa outra assadeira, coloque o tofu, também temperado com óleo e sal e leve ao forno.
Asse-os em forno quente por meia hora ou até o tofu ficar crocante.
Então, tire a pressão do feijão, abra a panela e misture os vegetais assados. Cubra com água e deixe-os cozinhar juntos, em fogo baixo, até a feijoada ficar cremosa.

Sirva com couve refogada e arroz integral fresquinho, boa refeição!!!

segunda-feira, 11 de março de 2013


 Reflexologia
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"Os pés: espelho do corpo."




O que é a Reflexologia?

A reflexologia é uma das formas mais populares de terapia alternativa,  que se utiliza do manuseio de áreas reflexas nos pés e nas mãos. Estas áreas tem relação direta à áreas correspondentes ao do corpo humano e tem com objetivo promover um relaxamento profundo, estimulando os processos curativos do corpo. Isso se dá pela melhor circulação do fluxo de energia vital, fortalecendo o sistema de defesa do organismo. 



Breve histórico:

Há relatos da prática da Reflexologia desde o Egito Antigo (cerca de 2500 a. C), aonde foram encontradas pinturas com imagens de pacientes recebendo tratamentos nas mãos e nos pés.


No século IV, um acupunturista chinês chamado dr. Ko Hung, observou que fazendo pressão com as mãos nas solas dos pés durante a sessão de acupuntura, a energia era liberada e a saúde melhorava.
Várias formas de Reflexologia foram desenvolvidas e praticadas na América, no Oriente Médio e no Extremo Oriente.
A Zonoterapia,  precursora da Reflexologia Moderna, surgiu através dos trabalhos do dr. William Fitzgerald, médico laringologista. Ele observou que indígenas tratavam suas dores utilizando-se de técnicas de pressionar pontos.
Hoje existem métodos como Rwo Shur, que é mais usado na Ásia e que visa a revitalização ao invés do relaxamento e até o método Ingham, que é a base da Reflexologia praticada em todo o mundo atualmente.
Com base em sua prática terapêutica, Eunice Ingham traçou mapas do corpo inteiro nas solas dos pés e também das mãos e trabalhava com a compressão dos dedos por toda área.

Ela sempre acreditou que essa técnica podia ajudar a suavizar os sofrimentos das pessoas e seu método baseia-se em:
- o pé direito apresenta os reflexos de órgãos, glândulas e outras partes do corpo que estão situados no lado direito do corpo, assim como o pé esquerdo, com seu respectivo lado anatomicamente.
- uma sensibilidade à pressão num determinado ponto do pé vai caracterizar uma desarmonia do órgão correspondente no corpo humano. Daí a necessidade de saber "ler" os reflexos para identificar o problema ou desajuste em determinada área. O tratamento promove mudanças ao corpo, diminuindo os sintomas  e também a sensibilidade dos próprios reflexos.
- trabalha-se sedando ou tonificando áreas reflexas conforme a observação e necessidade de uma determinada região da planta do pé ou da mão.

                                                      A abordagem holística:

Cura holística significa "tratamento da pessoa como um todo" - mente, corpo e espírito. Deve-se levar em conta o estado físico, emocional e o estilo de vida do indivíduo. Acredita que a doença seja resultado de um desequilíbrio do corpo, da mente e do espírito e que o tudo não poderá estar harmônico se um destes três aspectos não estiver em equilíbrio. A Reflexologia trabalha para restaurar exatamente este equilíbrio e estimular o poder curativo do corpo.

Importância da Reflexologia e o Stress:

Talvez, o maior benefício da Reflexologia seja o relaxamento. E o que é relaxamento senão o alívio do stress? Nos dias atuais, o stress é responsável por 70% das visitas aos médicos. Vejamos alguns casos de como o stress promove desarmonia no nosso corpo:
- arteriosclerose;
- pressão alta e dores de cabeça;
- diabetes;
- depressão e perda da memória;
- cistite;
- depressão do sistema imunológico;
- compressão das raízes nervosas: em decorrência de tensão nos músculos do pescoço e ombros.
- distúrbios digestivos;
- desequilíbrio do funcionamento das glândulas e hormônios.
- acúmulo de toxinas: o stress gera uma respiração mais superficial, o que ocasiona uma menor quantidade de oxigênio para abastecer as células.

Quem se beneficia com a Reflexologia ?

A Reflexologia pode ser aplicada na grande maioria das pessoas, desde crianças até idosos e apresenta excelentes resultados. 
Alguns exemplos de como a Reflexologia pode ser benéfica e abrangente:
- nas crianças, promove o relaxamento,  melhora a circulação nas áreas digestiva e intestinal, aliviando os incômodos provocados pela cólica.
- nos pacientes terminais,  há melhora da respiração com o relaxamento do diafragma e também, qdo se trabalha áreas específicas como a glândula pituirária, há liberação de endorfina, promovendo grande bem estar e alívio da dor.
- pacientes com câncer, através do relaxamento e estímulo do fluxo nervoso e sangüíneo e, consequentemente, melhora no sitema imunológico e equilíbrio hormonal.
- nas gestantes, é mais recomendado após o primeiro trimestre, mas é extremamente benéfico por promover uma grande sensação de bem-estar, no tratamento de dores nas costas, nas pernas, no nervo ciático, sem falar na ansiedade causada pela chegada do bebé.

Concluindo :

São infinitos os benefícios da Reflexologia, mas não se deve esquecer, assim de qualquer coisa, a importância do toque das mãos nessa terapia alternativa.  Vivemos num mundo aonde as pessoas são cada vez mais individualizadas, aonde a Era da Informática distanciou ainda mais as pessoas. O toque das mãos vem resgatar o carinho, o aconchego, o querer bem que muitas vezes não nos permitimos. Se dê de presente, pelo menos uma vez na vida, uma sessão de Reflexologia. Dê aos seus pés o valor e importância que eles merecem e os benefícios serão sentidos no momento exato do toque do terapeuta.
Cultivar a harmonia, este é o caminho para uma vida melhor e duradoura. A Reflexologia é uma ferramenta e uma alternativa para se alcançar este equilíbrio.




Bibliografia
GILLANDERS, Ann. Guia completo de Reflexologia. São Paulo: Pensamento, 2008.
KEET, Louise. A bíblia da Reflexologia. São Paulo: Pensamento, 2010.





sexta-feira, 1 de março de 2013

Quatro aspectos da relação Yin Yang


A Medicina Chinesa está sedimentada no conceito Yin- Yang e esta relação é muito estreita, como veremos a seguir.
Há quatro aspectos que clareiam esta relação do Yin-Yang:

1- OPOSIÇÃO = de acordo com a teoria Yin-Yang, tudo na natureza apresenta aspectos opostos, citaremos abaixo alguns exemplos de oposição:

Yang
Yin
Fogo
Água
Calor
Frio
Rubor
Palidez
Agitação
Quietude
Seco
Úmido
Duro
Macio
Excitação
Inibição
Rapidez
Lentidão
Não-substancial
Substancial
Transformação
Conservação
Mudança
Estocagem

 Para um bom diagnóstico em Medicina Tradicional Chinesa, entretanto, deve ficar claro que o Yin  e o Yang são estágios opostos relativos (não absoluto) e o equilíbrio desses dois princípios é responsável pela atividade fisiológica harmônica do corpo humano.
Não se pode falar que algo é totalmente "Yin" ou "Yang". Este princípio deve estar sempre inserido num contexto. Uma mesma coisa pode ser Yin como pode ser Yang, dependendo apenas do referencial.  Por exemplo, levando-se em consideração a consistência de um material: o plástico é Yin e a pedra é Yang. Porém o mesmo plástico é Yang em relação ao líquido, que é Yin.

2- INTERDEPENDÊNCIA = Yin e Yang são dependentes mutuamente. Isso é bem nítido quando observamos a fisiologia do organismo, aonde todos os processos são resultados da relação de oposição e de interdependência. Por exemplo: os órgãos Yin dependem das atividades dos órgãos Yang para a produção de Qi e Sangue (Xue) e os órgãos Yang dependem dos Yin, que liberam substâncias como Sangue (Xue) e Essência (Jing), estocados por eles.

3- CONSUMO MÚTUO DE YIN E YANG = Como a relação Yin-Yang é dinâmica, haverá sempre o consumo de uma substância quando a outra é utilizada e vice-versa.

Os gráficos abaixo mostram o consumo equilibrado de Yin (preto) e Yang (branco) e também o consumo causando desequilíbrio.  


a) equilíbrio de Yin-Yang


linha de equilíbrio





b) excesso Yin, causando Frio em Excesso (Frio Cheio)








c) excesso Yang, causando Calor por Excesso (Calor Cheio)









d) consumo Yang, causando Frio por Deficiência (Frio Vazio)








e) consumo Yin, causando Calor por Deficiência (Calor Vazio)








4- INTERTRANSFORMAÇÃO = A  oposição Yin e Yang não é absolutamente estática. Qualquer um dos dois, em determinada situação, pode se transformar no outro. Podemos observar estas transformações no nosso dia a dia como por exemplo, o consumo excessivo de álcool pode levar de um estado de euforia (Yang) a um estado de apatia (Yin). Essa tansformação rápida entre estes dois aspectos podem ser prejudiciais tanto ao físico como ao emocional.


Todos estes quatro aspectos estão presentes em nosso dia a dia, pois estamos em contante busca do equilíbrio Yin-Yang. Portanto, passamos do desequilíbrio ao equilíbrio todos os dias, o que determinará a saúde serão os hábitos de vida, alimentação, saúde emocional harmônicos, capazes de manter nosso Qi correto ou Zheng Qi forte.


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Referências

AUTEROCHE, B; NAVAILH, P. O Diagnóstico na Medicina Chinesa. São Paulo: Andrei,1997.

MACIOCIA, G. Os Fundamentos da Medicina Chinesa: um texto abrangente para acupunturistas e fitoterapeutas. 2 ed. São Paulo: Roca, 2007.